Gastronomia, Mulheres pelo Mundo

QUE PAÍS É ESSE?? É CROÁCIA, MINHA GENTE!!

09 março 2022

Meu nome é Melissa Bernadelli, sou idealizadora do projeto #mulherespelomundo e proprietária da LM TOUR. Quer saber como tudo começou? Clica aqui! Mulheres em Dubai – Mel Bernardelli | #mulherespelomundo

Neste post vou contar minhas experiências em um país pequeno, pouco maior que o estado do Rio Grande do Norte, mas grandioso em belezas naturais, história e receptividade! Fica comigo nessa deliciosa aventura!!

  • Mais um carimbo do meu passaporte!

Após o termino do meu intercâmbio em Dubai, confira o post aqui Intercâmbio em Dubai – Mel Bernardelli | #mulherespelomundo, meu próximo destino era Londres – fico com abstinência quando demoro a voltar…

Eu já contei para vocês que a quarenta na Inglaterra estava caríssima e sou daquelas que adora poupar para viajar mais.

Neste caso, eu precisava de um país com regras mais flexíveis – eu já estava vacinada, ta? – e que me permitisse entrar na Inglaterra; meu objetivo principal.

Depois de muitas pesquisas, me deparei com o tema deste post: C R O Á C I A.

Como fiquei, positivamente, surpreendida com essa escolha – como o dito popular: “acertei na mosca”!

  • Quem é você Croácia?

Quem gosta de história antiga, pode – e deve – dar uma pesquisada mais detalhada sobre a história deste pequeno e fascinante país.

Na história antiga, ela fez parte do insaciável Império Romano. Na história moderna, era uma das repúblicas mais desenvolvidas da extinta Iugoslávia – até o ano de 1991, quando um plebiscito decidiu pela independência da Croácia. Como nem tudo são flores, houve um série de conflitos internos que durou 4 anos.

Somente em 2013 a Croácia passou a fazer parte da cobiçada União Européia.

A capital, Zagreb, tem sua economia movimentada pela indústria, petróleo, serviços e, claro, turismo!

  • Uni duni tê: minha escolha foi Dubrovnik.

Talvez seja a cidade mais turística do país. Localizada no sul da Croácia, a ousada Dubrovnik declarou sua própria independência em meados de 1350 e se apartou do restante do país. Era prospera e por séculos estava entre os portos mais importantes do mundo – isso se deve ao fato de sua localização privilegiada.

  • O futuro é hoje!

Dubrovnik estava à frente de seu tempo; organizada com uma visão futurista.

Vou relatar alguns avanços, para a época, por ordem cronológica:      

– 1337: Inaugurada a primeira farmácia – que ainda está em funcionamento até hoje: Stara Ljekarna.

– 1377: A gente reclamou da quarentena com canais de streaming e delivery… Pensa em uma quarentena na Idade Média. Pois é! Essa época foi marcada por grandes pestes que assolavam a população mundial. Para conter uma dessas pandemias, Dubrovinik instituiu a primeira quarentena do planeta.

– 1416: Dubronivki proibiu o comércio de escravos; 400 anos antes da Inglaterra e 450 anos antes dos Estados Unidos.

– 1432: Mulheres que engravidavam fora do casamento eram marginalizadas; também eram comuns os casos de filhos “imperfeitos” indesejados ou famílias que viviam no limite da pobreza e não podiam criá-los. Neste ano, a cidade abriu um dos primeiros orfanatos do mundo.

– 1436: A cidade passou a ser abastecida com água potável. Não parece grande coisa no mundo moderno – que ainda tem muitas deficiências nessa área – mas estamos falando da Idade Média, época em que bebidas alcoólicas eram mais seguras do que água pura.

  • As muralhas da Pérola do Adriático

Comumente chamada de Paraíso na Terra e Pérola do Adriático, por George Bernard Shaw e Lord Byron,a cidade faz jus a essa analogia. Ela é preciosa em muitos aspectos.

As famosas muralhas, que circundam todo o centro histórico, tem quase 2 km de extensão e 25 metros de altura. Andar por elas é uma volta ao passado, impossível não pensar em como viviam as pessoas que ali moravam séculos atrás. Parece que deixaram uma espécie de energia no ar – que leva nosso imaginário até outros tempos.

Uma parte da cidade murada é bem íngreme; muitas escadas que ligam ruas e vielas. São mais de 1000 degraus… #socuerro

 Eu me perdi – usando um App de localização – e fui parar em um casamento, fiz um amigo e retomei meu caminho! Viajo sozinha, com muita freqüência, e esses perrengues são inevitáveis. Vale dizer que, mesmo perdida, me senti super segura na cidade.

Um passeio completo pelas muralhas leva cerca de 2 horas e muito fôlego – principalmente no final da tarde, quando chegamos na parte mais alta e podemos presenciar o pôr do sol “banhando” o mar. Sensação de deslumbramento, paz e gratidão – foi o que senti naquele momento. Tem foto aqui procêis!!

As ruas da cidade murada foram confeccionadas em mármore, são lindas e limpas – inclusive diariamente.

  • “Por fora, bela viola…” Não, espera, aqui é o contrário!

Apesar da mistura dos estilos barroco, gótico e renascentista, as construções são muito parecidas em Dubrovnik – principalmente as casas.

Era uma estratégia de Dubrovnik para tentar conter as invasões – tão comuns naquela época.

Por isso, todas as casas deveriam ser iguais, até nas cores, por fora. A ordem era:

s i m p l i c i d a d e na fachada. Por dentro, os moradores podiam fazer o que bem entendessem.

Fato curioso, que se conta por lá, é que em frente as casas das famílias privilegiadas – com mais recursos financeiros – havia uma laranjeira plantada na porta. Sinal de que naquela residência havia “cascalho”!

Slow Travel

Termo em inglês, que podemos, em tradução livre, chamar de “viagem com mais tranqüilidade, sem pressa”.

Foi a minha escolha para Dubrovnik. Eu escolhi não visitar um milhão de lugares em poucos dias e depois esquecer o que vi ou, então, confundir uma cidade com outra. Eu desejei vivenciar a experiência de fazer tudo com calma, voltar ao mesmo lugar mais de uma vez, observar melhor os moradores locais; desacelerar.

Andei por tudo e ouvi histórias interessantes, como a de um senhor – sem muitas ocupações – que decidiu contar quantos degraus havia na cidade. Segundo a guia que me acompanhou, são 5.423. Óbvio que, mesmo em slow travel, eu não quis conferir!

Uma coisa que sempre invisto em minhas viagens, um guia local, nada melhor que um nativo para mostrar cada cantinho da cidade, inclusive os não turísticos, e fazer a gente mergulhar na cultura. E claro, ficar por dentro das fofocas também haha. Essa foi a querida me me acompanhou nesse tour, uma croata que fala português, foi sensacional!!!

  • Oooooolha a água minera, água mineral….

Ninguém compra água na cidade; exceto turistas que não tem a informação que recebi da guia.

Como profissional de turismo, sei como é importante receber apoio local. São tantas informações com riquezas de detalhes, como é o dia a dia, o que fazer, o que não fazer…

Voltando ao assunto água, há fontes com água potável pela cidade inteira. Água limpa e geladinha. Só chegar com a garrafinha e pronto! Com tantos degraus, subidas, descidas, se for verão, você vai precisar se hidratar MUITO!

  • Nós vamos invadir sua praia

A costa da Croácia abriga mais de 1000 ilhas. As águas do Mar Adriático são fascinantes, águas cristalinas que se encontram com o céu de um azul vibrante! Para serem perfeitas, só faltou areia. As praias são de pedrinhas, mas eles não se importam, não. Dias quentes são muito bem-vindos, assim compensam o rigoroso inverno.

  • Meu vinho, minha vida

Apesar de estar em modo “slow travel” me fez dar uma escapadinha até Ston para conhecer a famosa região das vinícolas.

 Eles são pioneiros em uma técnica muito interessante. Todos os anos, a produtora Edivo, deposita cerca de 5.000 garrafas na baía de Mali Ston e as deixa ali por dois anos.

As garrafas de vidro foram substituídas por ânforas feitas de argila, como faziam no Império Romano, e depositadas dentro de um velho barco naufragado. Os clientes mais ousados podem mergulhar para pegarem sua própria garrafa. A mais barata custa EUR 80. Compramos? Não! #socuerro

Ston também tem a maior muralha da Europa e segunda maior do mundo – a primeira é a da China.

No início de sua construção, cerca de 1330, o objetivo era proteger as salinas – alicerce da economia local. Hoje, ela tem 2 km a menos do que a construção original, mas seus 5 metros restantes mostram o “poder” e a organização do povo que ali viveu séculos atrás; ela tem 42 torres e 7 bastiões.

  • Como Dubrovnik entrou para o mapa mundial?

Dois fatores contribuíram para isso: a cidade estar na rota dos cruzeiros marítimos e a gravação de cenas da aclamada série: Game of Thrones.

Uma combinação desses dois eventos, simplesmente, lotou a cidade de turistas. Isso ocasionou a mudança de muitos moradores, somente cerca de 1000 vivem na cidade murada.

Claro que em um mundo tecnológico, onde as produções cinematográficas utilizam recursos ultra modernos para criarem cenários, filmagens em lugares reais, que existem mesmo, despertam um furor nos turistas.

Segue meu pensamento: estou circulando pelas muralhas e encontro Khal Drogo (Jason Momoa). #morro

Voltando ao mundo real, parece que não houve um equilíbrio para conciliar o tamanho da cidade e o número de turistas chegando o tempo todo. Antes da pandemia, 5 navios desembarcavam, por dia, em Dubrovnik.

  • Gastronomia

A culinária é muito parecida com a saborosa cozinha mediterrânea. Muitos frutos do mar, frescos, legumes e verduras da época. Há algo de exótico também, como um hambúrguer de polvo. Provamos? Não!

Uma atração imperdível é o Buza Bar – buza significa: buraco. A cidade murada foi construída para ser uma fortaleza, com o objetivo de proteger a cidade, então não há saída para o mar; exceto por dois buracos. Impossível adivinhar que há um bar ali; a experiência é, no mínimo, inusitada.

  • Será que eu volto?

Dizem que quem beber água da Fonte de Onofrio volta à Croácia. Bebemos? Sim!!

Foram dias maravilhosos, mais experiências vivenciadas – dessa vez com mais calma. Posso dizer que não foi só mais um carimbo no meu passaporte, nunca é na verdade, Dubrovnik dorme no meu coração e está marcada na minha alma de cidadã do mundo!

Até qualquer dia, Dubrivnik!!

  • By my self

Viajar sozinha não é mais um desafio para mim, é uma necessidade. Intercalo meus grupos #mulherespelomundo com as viagens que faço por conta própria – todas essas experiências, perrengues e aprendizados são importante ferramenta de trabalho!

Antes de ir, recebi indicação de alguns grupos e aproveitei para conhecer mulheres que, como eu, gostam de viajar. Incrível a receptividade das pessoas que encontrei, uma norte-americana, que estava no grupo, se ofereceu para me levar até Ston e passamos um dia ótimo!

Viajar sozinha amplia minha visão de mundo, vejo as coisas sob outra perspectiva, me tornei mais flexível, tenho mais interesse em fazer novas amizades – já que estou sozinha. Quando viajamos com alguém, ou em grupo, ficamos mais focadas nas pessoas que estão conosco. Não tem certo, nem errado. Não tem melhor, nem pior. São preferências, estilos diferentes e eu gosto de todos! Importante é estar por ai, pelo mundo!

Quer saber mais? Me siga no IG @melbernardelli e acompanhe este blog!

Quer conhecer a Croácia e outros países comigo? Já tenho um grupo para agosto de 2022, segue link do roteiro

Península Balcânica – Agosto 2022 – Mel Bernardelli | #mulherespelomundo

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Melissa Bernardelli

Travel Designer desde 2014

39 países

Seu sonho é a minha viagem! #mulherespelomundo

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1 Comentário
  1. Maria Helena   ///   10/03/2022 - 01h51

    Sonho em conhecer a Croácia calmamente . Sem correria. Me pareceu que é essa sua proposta . Gostei. Quanto? Pode mandar sua proposta ?

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