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SRI LANKE SE – parte 3

14 junho 2024

Meu hotel nas colinas de Hatton: Ceylon Tea Trails


Essa região faz parte da famosa “rota do chá” do Sri Lanka. É cercada por plantações que
enriquecem o cenário natural, compartilhando o mesmo ecossistema.


Os hóspedes do Ceylon Tea Trails podem desfrutar de atividades como banho de
cachoeira, trilhas, passeio de canoa e de bicicleta. Por outro lado, bate uma vontadezinha
de ficar dentro do hotel curtindo os mimos especiais.
O Ceylon Tea Trails é um hotel perfeito para lua de mel, para os apaixonados e até
mesmo para um final de semana – eu poderia ficar um mês lá, tranquilamente…
Ele leva o “selo” Relais & Châteaux – associação que credencia somente
estabelecimentos que ofereçam altos padrões de excelência em hospedagem e
gastronomia.

São 5 casarões restaurados, chamados de bangalôs, totalizando 27 quartos. Cada uma
das propriedades, luxuosamente decoradas, remete aos clássicos casarões britânicos.
A proposta intimista reforça a sensação de exclusividade. Para ir de um bangalô a outro,
os hóspedes caminham entre as plantações de chá. Dos quartos, a vista é privilegiada –
colinas, plantações e natureza.


Como explicar a gastronomia desse hotel? Não se explica, é preciso degustar… A
experiência de todas as refeições é multissensorial: visão, olfato e paladar. Tivemos um delicioso Chá da tarde bem estilo britânico.


O amor dos cingaleses pelo chá está sob a influência dos colonizadores britânicos. O Sri
Lanka é o quarto produtor de chá do mundo!Um trabalho árduo que exige sensibilidade e
dedicação. O resultado está em milhões de xícara mundo afora.
Pudemos presenciar o processo de produção e degustamos alguns chás que eu nem
sabia que existia – aroma e sabor ainda estão na minha memória.
Eu só não sei como vou conseguir “reacostumar” meu paladar aos chás de saquinho…

Meu querido sétimo dia


Observei tudo atentamente para gravar na minha memória cada cantinho desse lugar
singular e especial.
O dia reservou uma surpresa daquelas… Café da manhã, check-out – não sem vontade
de chorar – e a minha primeira viagem de hidroavião.
Experiência interessante. Uma mistura de medo com curiosidade. Credo, que delícia!
Sabe como é?
Valeu à pena! Paisagens únicas e uma vista privilegiada!


Seguimos para o sul do Sri Lanka, região litorânea. Tem idéia do que fomos fazer?
Conhecer outro hotel.


Hotel visitado: Cape Weligama


Mais um hotel que leva o “selo” Relais & Châteaux. Muito antes de mim, por aquelas
águas esteve Marco Polo. Suas celebres viagens, contadas em um livro, orientaram
inúmeros navegadores do século XV.
O Cape Weligama está 40 metros acima do nível do Oceano Índico. Não precisa imaginar
o cenário no entorno do hotel – eu mostro aqui! (colocar uma foto/vídeo com a vista do
bar do hotel).


São 39 apartamentos com decoração luxuosa. Dos restaurantes, é possível presenciar o
nascer e o pôr do sol. A piscina de 60 metros, de borda infinita, parece querer desaguar
no mar. Tudo ali compactua para um cenário paradisíaco.
Apesar de ter amado tudo ali, a viagem precisava continuar…

Os planos eram para navegação e pernoite em um barco preparado especialmente para
nós. São essas experiências que marcam as viagens. Infelizmente, o mar estava agitado
e não foi possível realizar essa atividade. Também por isso, é importante contar com
apoio especializado!
Ficamos em terra firme e pude conhecer mais um hotel!


Hotel para pernoite: Galle Fort Hotel


Poder passar algum tempo em Galle, mesmo que pouco, foi uma feliz surpresa. Não
estava o roteiro, mas, afinal, deveria estar!
Galle já abrigou um dos principais portos do Sri Lanka. O forte foi construído pelos
portugueses, primeiro povo europeu a chegar na ilha. Declarada Patrimônio da
Humanidade pela UNESCO, Galle está marcada pela influência arquitetônica de seus
colonizadores – os portugueses, holandeses e britânicos – e isso lhe confere um charme
especial.


São cerca de 400 casas – alguns casarões históricos dentre elas – lojinhas antigas,
templos budistas, igrejas e mesquitas.
Não esperada me deparar com uma cidade colonial, cercada por muralhas! Adorei!
Havia algo de familiar em Galle, ela é muito parecida com as nossas cidades coloniais –
ou que ainda resta delas…


O Galle Fort Hotel á um casarão histórico, com 11 quartos. Foi um armazém holandês e,
depois, passou uma reforma para abrigar uma família britânica que comercializava pedras
preciosas.
Somente em 2003 foi restaurado para tornar-se um charmoso e acolhedor hotel. Sua
essência foi cuidadosamente respeitada e mantida – contemporâneo alinhado ao
passado, harmoniosamente.


Os quartos são extremamente aconchegantes. Cada acomodação é única e tem
decoração exclusiva. O bom gosto reina no Galle Fort Hotel.
Lobby que pareça uma sala de estar confortável, varanda com piso de madeira e
poltronas para descanso, uma piscina para os dias mais quentes, reina o verde –
alternado com lindas flores, por todo o jardim!


A saborosa gastronomia é inspirada na notória rota das especiarias. Explosão de sabores
combinados com frutos do mar e legumes frescos.
Passeamos pela cidade de noite. Visitamos um Beach Club e passeamos de Tuk Tuk –
gente, eu amo isso!! Quem nunca teve essa experiência: tenha!!

Meu querido oitavo dia


Este é o momento em que eu digo: S o c o r r o!!! Está acabando… Como pode o tempo
passar tão rápido. Meu desejo é recomeçar tudo, desde o primeiro dia.

Durante a viagem, visitamos muitos hotéis – como pôde ser acompanhado neste post – a
cada visita, uma categoria diferente. Subindo gradativamente.
Sem dúvida alguma, esse foi o melhor hotel do roteiro e um dos mais incríveis que
conheci durante minha jornada de viajante profissional.


Último hotel: Uga Chena Huts


Localizado em local ermo – como um retiro – este hotel foi projetado para abraçar a
natureza ao seu redor – sem que nenhuma “agressão” pudesse mudar o cenário natural e
imaculado da região. Fica a poucos passos da entrada do Parque Nacional de Yala. Por
isso, ele é muito procurado por turistas que querem ter a experiência de realizar um safári.
O Chena Huts é um hotel all inclusive (tudo incluído), como se eu já não tivesse comido e
bebido o suficiente nessa querida ilha.


Propriedade de 7 acres, com apenas 14 quartos. Privacidade e luxo!
As cabanas, como são chamadas, tem a temática dos safáris africanos – decoradas com
harmonia e requinte.

Elas foram projetadas com sala de estar, banheiro com banheira, deck de madeira com
espaço para descanso e piscina privativa.
O que falta incluir? Mais uns 3 meses de estadia neste paraíso!


O acesso entre uma área e outra é feito por passarelas de madeira rodeadas por natureza
nativa – apesar da privacidade inquestionável, toda a propriedade está interligada.
Cada cantinho para entretenimento e interação, são muitos, faz com que o hóspede se
sintam muito especial.


O restaurante Basses também faz parte do espetáculo de estar no Chena Huts. Um
restaurante com espaços variados e harmônicos – o oceano é a tela que encanta os
turistas.


Eles estão preparados para atender todos os paladares e preferências – tem até pizza,
meu povo! Para quem procura romance, é possível solicitar um jantar em área reservada
e decorada com velas, fogueiras, céu estrelado e o mar – os dois últimos “itens” estão por
lá quase o ano todo.
Fazer com que nos sintamos únicos, é a missão deste hotel!


Com toda correria, tivemos um tempinho para visitar um dos parques nacionais mais
importantes do Sri Lanka: Yala National Park. Ele está entre os 10 parques nacionais
mais bonitos do Sri Lanka. É natureza e vida selvagem em larga escala.


O Yala National Park é um reduto de animais selvagens – são quase 1.000
km ² . O parque é divido em cinco áreas e somente duas são abertas ao público. Em dias
de pouco movimento, isso quer dizer – s i l ê n c i o – é possível avistar alguns dos
moradores em seu habitat: leopardos (são a grande estrela local), elefantes, búfalos, mais
de 100 espécies de aves – compartilhando a convivência entre selva, mangues, lagos,
cachoeiras e praia…


Somente veículos autorizados podem entrar no local. São automóveis 4 x 4, capacidade
para seis pessoas e profissionais especializados que acompanham os turistas durante a
visitação. Não é permitido descer dos carros por questão de segurança – os animais são
selvagens e o espaço é deles. Nós, humanos, somos os intrusos.


O que eu levo? O que eu deixo?


Não basta viajar, é preciso saber olhar o que se vê durante uma viagem. Tenho aprendido
isso no decorrer dos anos, durante as minhas viagens.


Inicialmente, eu viajaria – como convidada – para conhecer o destino e hotéis de luxo.
Chamamos de visitas técnicas ou famtour. Eu sempre vejo além…


Passei por racionamento de combustível, de energia elétrica e uma crise política séria que
exaltava os ânimos.
Presenciei a vida rural, observei pessoas que mantém viva as raízes de seus
antepassados, testemunhei mãos e braços que trabalham de sol a sol sem fenecer,
questionei minha fé quando percebi, nos templos, a conexão de um povo com a sua
crença…
Sim, eles sorriem, talvez porque sintam algo que precisamos lutar para não entrar em
extinção: e s p e r a n ç a.


Levo gratidão e respeito pelo povo cingalês. Deixo um espaço no meu coração para tudo
o que vivenciei e o desejo de retornar com mais calma.

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